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Plataforma para Pesquisa Clínica em Chagas
Estratégia global da DNDi



Plataforma para Pesquisa Clínica em Chagas

A Plataforma para Pesquisa Clínica em Chagas foi lançada oficialmente pela DNDi e parceiros durante a XXV Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e XIII Reunião de Pesquisa Aplicada em Leishmanioses, realizadas na cidade de Uberaba, no Brasil, em outubro de 2009.

Baseada nos modelos de plataforma desenvolvidos para doença do sono (Plataforma HAT) e leishmaniose visceral na África (Plataforma LEAP), a plataforma pra a doença de Chagas tem o objetivo de oferecer apoio para a pesquisa clínica desta doença, como treinamento em Boas Práticas Clínicas (BPC), fortalecimento das estruturas existentes, definição de procedimentos operacionais padrão e regulamentos, integração de princípios éticos nas diferentes populações e países, além de ser um fórum para discussões técnicas relevantes à pesquisa clínica para o desenvolvimento de novas ferramentas para o tratamento da doença de Chagas.

Dois estudos clínicos serão iniciados em 2010: um estudo farmacocinético populacional do benznidazol pediátrico e um estudo de Fase III para avaliar a segurança e eficácia do E1224, uma pró-droga do ravuconazol.

O estudo para o benznidazol pediátrico será realizado na Argentina em centros de pesquisa em Buenos Aires e na região do Chaco, onde a doença de Chagas é altamente endêmica. Já o estudo sobre o E1224 será realizado na Bolívia, considerado o país mais afetado pela doença em todo o mundo.

Principais parceiros da Plataforma de Chagas: Argentina: Sergio Sosa-Estani (Ministério da Saúde), Jaime Altcheh (Investigador Principal), Hector Freilij (Programa Nacional de Controle da Doença de Chagas). Bolívia: Faustino Torrico (Universidade Mayor de San Simon), Tom Ellman (MSF). Brasil: Anis Rassi Jr (Universidade Federal de Goiás), João Carlos Pinto Dias (Instituto Renée Rachou - Fiocruz), Alejandro Hasslocher Moreno (Instituto de Pesquisa Evandro Chagas - Fiocruz). México: Graciela Penas (Programa Nacional de Controle de Doenças Vetoriais), Janine Ramsey (Programa de Chagas de Chiapas). Espanha: Joaquim Gascón (CRESIB-Barcelona); Maria Jesus Pinazo (CRESIB-Barcelona). EUA: Caryn Bern (CDC), Sheba Meymandi (UCLA). OPAS / TDR / OMS:  Fundo estratégico da OPAS, Programa de Chagas da OPAS, Piero Olliaro (TDR), Pedro Albajar-Viñas (OMS). DNDi: Isabela Ribeiro, Fabiana Alves. Outros especialistas e parceiros:  Facundo-Bournissen (Especialista em farmacocinética para o benznidazlol pediátrico); Eisai Clinical Development; Hector Gallardo (Carso), IDB, USAID.
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Estratégia global da DNDi


O QUE A DNDi ESTÁ FAZENDO PARA ATENDER AS NECESSIDADES DE TRATAMENTO?

O portfólio da DNDi para doença de Chagas equilibra objetivos de curto e longo prazo.

Curto prazo: melhor utilização dos tratamentos existentes através de novas formulações, mudanças de indicação terapêutica e terapias combinadas
  • Dosagem pediátrica do benznidazol: será o primeiro tratamento concebido especificamente para crianças
  • Azóis: desenvolvimento clínico de compostos já conhecidos e utilizados contra infecções fúngicas
Longo prazo: novos medicamentos e melhor capacidade de pesquisa e tratamento.
  • Novos medicamentos desenvolvidos a partir de compostos promissores identificados em atividades de descoberta (como a biblioteca da GSK de piridonas e inibidores de cisteína protease) que avançaram do processo de P&D graças ao consórcio de otimização de compostos líderes para doença de Chagas.

Até 2014, a DNDi pretende disponibilizar os seguintes tratamentos, a partir de seu portfólio para doença de Chagas:
  • 1 formulação com dosagem pediátrica
  • 1 novo medicamento registrado
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